Mia Couto

miacouto_3b.jpgAntónio Emílio Leite Couto nasceu em 1955 na cidade da Beira a segunda cidade de Moçambique, localizada à beira do Oceano Índico. Filho de pais portugueses, ele ganhou o nome Mia do irmãozinho que não conseguia dizer “Emílio”. Segundo ele mesmo, a utilização deste apelido combina com sua paixão por gatos e desde pequeno dizia querer ser um deles.

Participou da luta pela independência de Moçambique, mas afastou-se da militância política depois da libertação do país, em 1975, iniciou o curso de medicina ao mesmo tempo em que se iniciava no jornalismo e abandonou aquele curso para se dedicar plenamente à segunda ocupação. Exerceu o cargo de diretor Agência de Informação de Moçambique a revista “Tempo” e o “Jornal de Notícias”. Hoje, além de escritor, Mia é biólogo especializado em ecologia. Além de pesquisas na área, dedicadas à gestão de zonas costeiras, é professor universitário e consultor ambiental.

Mia Couto é um dos escritores moçambicanos mais conhecidos no estrangeiro.  É um dos mais destacados nomes da literatura africana de expressão portuguesa, é o autor moçambicano mais traduzido e divulgado no exterior e um dos escritores estrangeiros mais vendidos em Portugal (com mais de 400 mil exemplares). Embora sua primeira publicação tenha sido um livro de poesia (Raiz de Orvalho), seguido por coletâneas de contos, é o romance o gênero em que se destaca desde a publicação de Terra Sonâmbula, vencedor do Prêmio Nacional de Ficção da AEMO em 1995, publicado no Brasil pela Nova Fronteira. Entre os demais livros publicados no Brasil estão: A varanda do Frangipani, 1996; Mar me quer, 1998; Vinte e cinco, 1999; O último vôo do flamingo, 2000 (Prêmio Mario Antônio de Ficção); O gato e o escuro, 2001; Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, 2002 (filme em 2004); A chuva pasmada, 2004; O outro pé da sereia, 2006; todos pela Companhia das Letras.